segunda-feira, 23 de março de 2009

Sou assim, torta, abstrata
Sigo com meu pesadelo no paraíso
ou tudo ao contrário
Roubaram meu sonho
O escarlate sentimento,
aquele que me percorre com todas as leis da química
compostas em mim
A única fonte de luminosidade
Assim; aquilo, como é?
Aqui, pois sim, assim sou eu, a metáfora
O esmalte escuro
A camiseta e o tênis velho
Assim , o externo e o interno
A confusão, o obscuro
As duas, três, quatro...
Assim somos
O salto fino mais alto
Tentamos escrever
Não consigo, não me satisfaço
Essa maldição, essa tortura de escrever
brinco com as idéias sozinha
Minha necessidade de ler com quem brinquei não é primavera
Escrevo como canto
Nesse externo-interno
Escrevo vezes para alguns,
vezes para mim
vezes de mim, vezes de tudo isso
A fonte linear, o sonho angular
Meu patamar
Primos entre sim
Sou meu coeficiente de transmutação
Porém, sempre pobre
Sem rimas, sonetos, cantigas, paródias
É, eu sei quase tudo que nem imagino saber
Chuto pedras, corro entre árvores
Deixo o vento me satisfazer
O mais límpido carinho em minha face
Brinco de ser criança, poetiza, adulta, prostituta, madre, experiente, anormal, sociável, amadora.
Tudo relativo
sou assim, uma ilusão.

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