Acordei.
Quantos problemas me submeteram a esse dispertar relâmpago.
Quantas torturas.
Até realmente dispertar...
Esses problemas não são os meus.
Sonhei com caminhos escuros, não queria estar ali, e acreditei acordada que era ali que eu estava.
Uma vicicada, eu fazia de tudo pela última dose, último teco, último sangue, eu fazia de tudo; nunca tinha estado com pessoas esquecidas da sociedade, nunca tinha estado ali, e esse era o problema, o vício. Mas esse problema não era meu, não era o meu, meus refúgios sempre foram outros, e saberei ao fim que degradante em medida comparado a isso.
Um deslize, eu era uma grávida sem parceiro, e o ser dentro de mim nunca presenciaria o espetáculo maquiavélico da vida, mas eu estava deitada em qqr quanto escuro chorando por traduzir minha vida em tolices, projetando o que faria, sendo a médica sem ofício, sendo os olhos que daria de tudo pelo sangue do corpo, sendo os olhos de única visão, a visão egocêntrica. Mas esse problema não me pertencia, sempre estive em comum acordo com meu prazer e minha prevenção. Conquanto que acordada isso também faria um breve sentido.
Uma depressiva, qual a linha que nos separa da escolha mais absurda da existência? Para que serve essa coragem de viver? Um dia, um mês, ano, anos, 22 pra ser precisa, ou não, devo ter estado feliz em épocas sem essência, mas agora, qualquer sinal de sentir não me cabia, estar deitada chorando sem lágrimas, observando sem imagens, sonhando sem alma. Era mais cabível ser um prejuízo a menos para a sociedade, parar de existir e parar de ser mais um ser humano porco, degradante, imundo; porque todas minhas visões da vida são assim, as piores, claro que a vida ajuda a isso, e claro também que o meu querer desistir está bem próximo a isso; eu tenho uma vida inteira para saber se quero continuar, e nunca tive a menor fração de tempo em consiência se queria aqui estar, é deve ser meu fim, isso daqui não serve para nós, vamos partir, vamos entrar para a estatísca de adolescentes suícidas; idiotas, mais vontade de parar de viver, esses idiotas de uma sociedade escrupulosa, cheia de moral, cheia de psiquanalistas burgueses taxando padrões para essa complexa diversidade do ser humano, é, deve ser minha hora. Mas acordei, esse problema não era meu, parcialemnte não.
E qual a ligação?
O vício da exclusão nasceu de um aborto depressivo.
A cobrar, a ligação, ou a última ficha.

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