E de repente éramos a face do mais desgastante de nós, mortos.
Também gostar já não sabíamos mais.
Nem telefonemas, nem portas batidas; nem você era o que queríamos.
Conquanto eu.
Buscar o que tínhamos sempre foi nossa tolice, e ainda fazemos do erro inicial nossa história final.
Digamos ao entardecer que ele nunca nos entendeu, se nossa núpcias só seria concebida na hostilidade da noite, ou seria na nossa?
Óh o barulho que perdura, atormenta tanto nossas falhas, se ao menos todos pudessem se calarem para ouvirmos, a nós - a nós - um brinde!
Esponsais sem fim, sem papel, sem uma verdade, sem um fragor de sujeiras do nosso caráter.
Nós sem um início no fim.
sábado, 31 de outubro de 2009
sábado, 4 de abril de 2009
...
Ele acordava todos dias a um quarto das seis horas da manhã, com rosto inchado, boca ácida, olhos cerrados, nariz de vez entupido e a sua audiçao sempre responsável para fazer seus outros sentidos intervir em seu quase consciente ativo que ele não estava só naquela cama. Levantava, ia se lavar, mas quando caminhava em suas direções rotineiras percebia nos cantos, nos meios, em sua casa, em sua vida, a bagunça dela, isso o irritava o suficiente para ter dez anos de sobrenome entre seu meio social de arrongante; tentava não ser, tentava no seu limite ser um homem simpático, mas não sabia como o ser, se essa cena pela manhã que tanto detestava se repetia. E em meios a tais detalhes que moldavam seu perfil pensava que se ao menos ela mantesse organizada (mesmo sabendo que aquela bagunça dasapareceria em minutos quando ela acordasse) não deixando aqueles pedaços dela pelo caminho, ele iria parar de notá-la aos poucos, e acabaria a esquecendo, era o que queria, não a organização e sim fazê-la passado em sua vida.
Ela acordava as sete da manhã, seu despertador a porta que era batida com força do pedaço dela que ia ao trabalho, quando o que ela queria é que fosse de sua vida; a dor latente de cabeça já aparecia com o barulho da porta e o abrir dos olhos... Longos dez anos sendo dispertada por três malditos sentidos; e em seus afazeres diários antes do trabalho estava arrumar algumas de suas preguiças do dia anterior largadas por ali e reparar na organização dele, cada detalhe, cada pedaço, cada ele estava ali, depositado em seus objetos milimetricamentes ordenados e a fazia não entender por que diabos aquele homem não se desfazia por aí, para ela olhar para seus cantos (cantos deles) e não notá-lo, assim a faria esquecê-lo aos poucos, não era a organização de que queria se livrar, sim dele.
Ele gostava de encontros internos, ela externos, ele fugiu de dentro para encontrá-la fora, no espaço dela, e o casamento não foi de estranho entender, a novidade a ela foi motivo de excitação a ele ocupação de uma vida escrita. Ele tinha desejos que a qualquer psicólogo barato seria taxado a um perfil como o dela, e vice-versa. Ele odiava perder um minuto de seu tempo, era metódico com o que lhe era fixo, mas deixava de lado a metodologia quando se tratava em gasta data sem ocupação, a frenesi que seria dela pertencia a ele. Já ela adoava fazer tudo sem marcações, sem taxações, ia fazendo, porém adorava momentos vagos, sem vozes, sem sons, sem imagens, momentos que ela nem a si via; e nesse romance isso foi unificador.
Ela acordava as sete da manhã, seu despertador a porta que era batida com força do pedaço dela que ia ao trabalho, quando o que ela queria é que fosse de sua vida; a dor latente de cabeça já aparecia com o barulho da porta e o abrir dos olhos... Longos dez anos sendo dispertada por três malditos sentidos; e em seus afazeres diários antes do trabalho estava arrumar algumas de suas preguiças do dia anterior largadas por ali e reparar na organização dele, cada detalhe, cada pedaço, cada ele estava ali, depositado em seus objetos milimetricamentes ordenados e a fazia não entender por que diabos aquele homem não se desfazia por aí, para ela olhar para seus cantos (cantos deles) e não notá-lo, assim a faria esquecê-lo aos poucos, não era a organização de que queria se livrar, sim dele.
Ele gostava de encontros internos, ela externos, ele fugiu de dentro para encontrá-la fora, no espaço dela, e o casamento não foi de estranho entender, a novidade a ela foi motivo de excitação a ele ocupação de uma vida escrita. Ele tinha desejos que a qualquer psicólogo barato seria taxado a um perfil como o dela, e vice-versa. Ele odiava perder um minuto de seu tempo, era metódico com o que lhe era fixo, mas deixava de lado a metodologia quando se tratava em gasta data sem ocupação, a frenesi que seria dela pertencia a ele. Já ela adoava fazer tudo sem marcações, sem taxações, ia fazendo, porém adorava momentos vagos, sem vozes, sem sons, sem imagens, momentos que ela nem a si via; e nesse romance isso foi unificador.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Um dia levanto e resolvo fugir de mim
Formar acordes com a natureza
Em nossos momentos mais sórdidos e cálidos.
Não há poesia nisso
Emoções, conquanto que sejam vagas
longas medidas de espera
notando a sujeira que havia em nós
você partiu...
Ressaltou-me a culpa
E responda-me, onde há vida nisso tudo?
Acabou aqui!
Vou brindar sua ida junto com a minha
E na cura de um novo começo
toda dolorida, ressacada e com sede
Vomitarei um pouco desse amor
Quando ele inteiro se acabar
Encontro-me com você
Onde estiver que esteja!
Vírgula
O mesmo box
A mesma expressão, morta
A vida, cálida na rotina
A vírgula, dançando
Pausado, o som, a emoção, a morte
Trago minha última racionalidade, do néctar
Barulho, as mesma pessoas silenciosas
Silêncio, os mesmo livros viajados
O jogo, das palavras
Nostálgica, a caneta azul
Sempre, sempre, sempre
Fatigada
Eu, no box
A clareza, apagada
Escuridão, a vela nela acesa
De que importa, se eu mudo uma vírgula e sou mal interpretada?
As palavras mal soadas
O sino dobrado
O cansaço contornado
Vitória, a mim, não
Vitória, ao sistema, sim
Não, sim, eles não eu sim
E perdi de ver o rock rural
Perdi a contradição
Ganhei clareza
Entende, acreditar no um a um
Mudando, canse já de crer
Crer, não crer é
O mesmo todos dias, iguais
O ponto final tomou o lugar da vírgula.
segunda-feira, 23 de março de 2009
A tediosa segunda-feira começou diferente...
Não para pior, muito menos melhor,
apenas diferente.
A menina estava com a vassoura na mão;
O comércio da esquina ainda fechado;
O velho cidadão foi substituido por uma moça sem elegância;
O cão da linha do trem não nota essa inútil mudança,
Mas mudou...
Repentinamente na constância tudo fica um pouco mais amargo,
Se o chocolate que era pra ser doce, fizeram-no amargo...
Êta crueldade!
Mas a tedisosa segunda-feira apenas começou...
Sinto minha vida em minhas mãos
Sinto o plágio do seu sorriso em minha face
A canção do meu ídolo, em todas poesias
Ouço música, imito música danço música
Tudo em silêncio
Fui na janela de sua casa espiar minha vida
No meu suspiro escutei sua voz
Em minhas mãos suas palavras
Em minha mente nossos sofrimentos
Vamos todos juntos subconscientes compor essa canção
Você que vagou em minha frente,
nunca saberá que deleito-me em seu olhar
Divagando e me inspirando
E de ti roubei minha alegria
Penso música, falo música, escrevo música
Tudo em silêncio
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