quinta-feira, 2 de abril de 2009

Vírgula

O mesmo box
A mesma expressão, morta
A vida, cálida na rotina
A vírgula, dançando
Pausado, o som, a emoção, a morte
Trago minha última racionalidade, do néctar
Barulho, as mesma pessoas silenciosas
Silêncio, os mesmo livros viajados
O jogo, das palavras
Nostálgica, a caneta azul
Sempre, sempre, sempre
Fatigada
Eu, no box
A clareza, apagada
Escuridão, a vela nela acesa
De que importa, se eu mudo uma vírgula e sou mal interpretada?
As palavras mal soadas
O sino dobrado
O cansaço contornado
Vitória, a mim, não
Vitória, ao sistema, sim
Não, sim, eles não eu sim
E perdi de ver o rock rural
Perdi a contradição
Ganhei clareza
Entende, acreditar no um a um
Mudando, canse já de crer
Crer, não crer é
O mesmo todos dias, iguais
O ponto final tomou o lugar da vírgula.

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